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Miriam Willadino |
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11/11/2009 |
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Uriel Gonçalves - uriel@queb.com.br |
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O que te inspirou a escrever Entre o Mar e o Penhasco?
Sempre tive vontade de escrever um livro, mas o destino me levou para outros lados, e acabei me dedicando por muitos anos a exercer a nutrição, profissão na qual me realizei. Mais tarde, com a minha família já estruturada e meus dois filhos criados, percebi que podia traçar novos caminhos. A minha primeira ideia era escrever alguma estória que se passasse muito próxima ao mar, meu amigo e confidente desde os tempos de criança. Olhando para ele, sempre despertei meu lado criativo. Muitos de meus personagens surgiram em momentos assim. Com paciência e perseverança consegui atingir o meu objetivo e editei este primeiro livro.
O livro se passa na cidade de São Francisco, California, e é ambientado nos anos 80. Por tu ser uma escritora nova, quais foram os artistas que te influenciaram a escrever um romance com estes padrões?
Desde a minha adolescência, sempre fui fascinada por romances, lendo muitos livros e assistindo muitos filmes. Citar apenas algum artista seria uma injustiça. Minha inspiração para escrever apareceu principalmente após algumas viagens e a descoberta de novas culturas. Creio que minha facilidade de recordar locais e observar os diferentes hábitos das pessoas me ajudou a desenvolver o enredo do livro. Escolhi São Francisco como cenário principal por ser uma cidade encantadora, que sempre me marcou muito, mas outros lugares que também me emocionaram foram citados na obra.

Como o release define "A obra é uma novela que reúne os ingredientes clássicos da literatura, como drama, mistério, amor e pitadas de humor", muitos livros que viraram filmes tinham essas características, tens vontade em transformar teu livro em algum seriado, curta ou filme?
Claro que sim, isto seria um grande feito, mas no momento minha preocupação é ser bem recebida tanto pela crítica especializada quanto pelos leitores menos assíduos. Gostaria de ser reconhecida pela minha maneira de escrever, pois acredito que cada escritor tem seu traço próprio. Até o momento, fico satisfeita em ver a reação dos primeiros leitores, pois o retorno que recebo é que a estória cativa as pessoas e as diverte. Já tem gente que acabou de ler e está me perguntando se terá continuação.
O livro tem como personagem principal uma artista plástica e tu também produz trabalhos de artes plásticas, a personagem principal do livro pode se dizer que é o teu alter ego?
Não, é um romance de ficção. O fato de Marina fazer esculturas foi uma escolha mais pelo prazer que eu queria que ela tivesse com o seu trabalho, dentro do seu atelier, já que ele é todo voltado para o mar. Procuro não misturar minhas experiências pessoais com as de meus personagens, deixo isto para a minha imaginação.
Tu és formada em nutrição, o que te levou a lançar um livro que não é parte do teu ramo profissional?
Mesmo exercendo a profissão de nutricionista por muitos anos, nunca abandonei meus talentos artísticos. Escrever se tornou um hábito prazeroso e o livro foi apenas uma consequência dos novos voos que resolvi alçar.
Já estás escrevendo alguma nova história?
Sim, ainda muito no início.
Podes nos contar um pouco do enredo?
Ainda é muito cedo, apenas adianto que pretendo apresentar um romance ainda mais envolvente e divertido.
Muitos dos grandes escritores gaúchos carregam fortemente a cultura do Rio Grande do Sul em seus livros e histórias, tu pretendes seguir o mesmo caminho?
Nasci e fui criada no interior do Estado, portanto esta hipótese não está descartada. Nossa cultura é muito rica e com certeza embasaria diversos enredos. Quem sabe os próximos livros não se passam por aqui.
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