Nicole Baldwin
  15/10/2009
  Uriel Gonçalves - uriel@queb.com.br
 


Como surgiu a ideia para a Verve?
A ideia da loja surgiu de uma vontade vs uma dificuldade. Quando me refiro a "vontade", seria do interesse que sempre tive pela moda e de trabalhar com algo relacionado a isso. Me referindo a "dificuldade", seria a que sempre senti em encontrar roupas descoladas, diferentes e principalmente acessíveis em Porto Alegre e, além disso, ouvia muitos comentários das pessoas ao meu redor que sentiam o mesmo e buscavam algo diferente e tinham dificuldade de encontrar ou o que encontravam era absurdamente caro, foi quando percebi que havia uma carência para uma loja assim aqui.


De onde vem o nome da marca?
Verve é um termo usado para definir o entusiasmo, a vivacidade das coisas, o que achei a cara da loja.


A idéia da Verve é unir música, arte e estilo em único espaço, como você reúne os três itens em peças de roupa?
É, a loja possui muitas peças com temas musicais, sejam com figuras ou frases que remetem a música, muitas roupas inspiradas na pop-arte, algumas peças com ilustrações de filmes clássicos, enfim uma mistura. Mas além disso, a própria loja já traz estes conceitos na própria decoração, com muitas frases inspiradoras escritas pelas paredes, LPs clássicos espalhados pela loja, ainda temos uma mini-biblioteca onde os clientes podem "alugar" os livros, sem custo algum, globo de noite, luz negra e é claro muita música sempre.


Tu defines a loja como para pessoas que “não se importam com moda, mas veneram o estilo”, a qual estilo que tu se referes?
Ao de cada um, o próprio. A loja traz a ideia de que tu não precisas estar absolutamente em um padrão de moda imposta para estar bem vestido, e sim para encontrar o seu próprio estilo, a te vestir como tu realmente gostaria e não reproduzir o que tem por aí. Uma das frases que tem em uma das paredes da loja retrata muito bem isso, que é: "If you born original, please don't die a copy" que quer dizer que "se você nasceu original, por favor não morra uma cópia". A verdade é que, aqui na loja, o cliente não vai encontrar a roupa que esta se usando na novela das oito, e sim peças diferentes porém muito usáveis.


Quando tu decidiste começar a ser DJ?
Decidi começar a tocar há pouco mais de um ano.


Qual música não pode faltar no teu set list?
Muitas, amo house music e não teria como escolher uma, além disso, hoje em dia existem muitas músicas legais sendo lançadas a todo momento, então vivo atualizando o que toco.


Como é o assédio por tu ser uma DJ mulher?
É bem positivo. O mercado tem crescido bastante para as mulheres, as casas tem procurado com frequência e a tendência acredito que é melhorar cada vez mais. Sinto bastante receptividade nos lugares que toco, tanto de homens como de mulheres.


Dá para considerar a carreira de DJ como hobby e a loja algo mais concreto?
No início como hobby, hoje como profissão com certeza, comecei a tocar sem muita pretensão, para me divertir mesmo, por ouvir meu namorado, o também Dj Double S, tocar e achar aquilo mágico, porém tudo tomou uma grande proporção, os convites foram surgindo e fui me envolvendo com o trabalho. Hoje é algo que quero levar para a minha vida, claro, sempre conciliando com minha marca/loja.


Como é conciliar as carreiras de DJ e empresária?
É bastante complexo. Ambas carreiras precisam de muita dedicação, a loja me toma o tempo durante o dia e Dj durante a noite, ou seja, estou sempre correndo e cheia de coisas, porém hoje vivo exatamente o que busquei, procurei isso e faço as duas coisas que escolhi e que mais gosto na vida, então torna-se agradável. Como diz a frase que mais gosto: "opte por aquilo que faz o seu coração vibrar." Eu optei.


Qual a maior diferença entre a “Nicole Baldwin DJ” e a “Nicole Baldwin empresária”?
Nenhuma. Sou absolutamente intensa e eu mesma em tudo que faço, a dedicação e o amor pelos trabalhos é o mesmo, a mesma Nicole que tu vais encontrar tocando animadíssima na noite, é a que estará aqui na loja pela manhã. Tudo com muito diversão.

 
   
 


Nicole Baldwin é empresária e DJ, uma mulher de mil faces. Eclética, consegue transformar seus talentos numa homogeneidade que dá certo.

Se formou em psicologia e é empresária por opção, adoradora da arte e música, descobriu sua paixão pela house music frequentando as festas que seu namorado, DJ Double S, tocava.

Sua carreira de DJ teve início há pouco mais de um ano e ela já se tornou referência no mercado feminino de DJs do sul do País. Já se apresentou ao lado de Double S, JZK, Ale Rauen, Federico Barco e Pic Schimitz.

Hoje, Nicole é DJ residente no Club Kimik, produtora da festa "Girls, I am Famous" e proprietária da loja de roupas Verve, que possui um estilo diferenciado, hype e reúne música e arte em um único espaço.

O QUEB conversou com a Nicole sobre como é conciliar a carreira de DJ e de empresária e de onde veio a ideia para abrir uma loja.

Fotos: divulgação

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